O Reitor diz no seu pronunciamento: “Eu tinha em 2007 três mestrados e um doutorado... Eu tenho vinte mestrados e dois doutorados e oito em análise na casa, um crescimento...”. EU? O Senhor tem? Por isso que te chamam de magnífico? Parece prepotência, coisa feia que também é muito praticado por diretores, gerentes e administradores do quadro da UTFPR.
Permita-me: tudo o que temos dentro da UTFPR é público, é nosso, é de toda a sociedade a qual financia tudo, e, diga-se de passagem, excelentes financiamentos custeados com suor, trabalho e dedicação de um povo, portanto senhores reitores, administradores públicos, políticos deixem de serem prepotentes em afirmar tais chavões: eu tinha, eu tenho, eu fiz, eu vou construir, é meu. Mudem para serem discretamente coerentes e justos por que a coisa é toda pública: nós tínhamos, nós temos, nos fizemos, nós vamos construir, é nosso. Aprendam que os senhores sozinhos nada podem e pouco vão andar.
O Reitor está correto em afirmar que o Brasil está em 13º no ranking mundial de produção científica, mas errado em dizer 47º em inovação e patente; correto é 47º em inovação e 24º em patentes, mas isso não significa que estes rankings podem ser comemorados, ao contrário, isso é péssimo, portanto não merece comemoração alguma, pois, para quem analisa de maneira correta e imparcial estas posições sabemos e entedemos que é para chorar e não para rir e se gabar, como o Reitor deixa transparecer no discurso.
É o número de patentes que é o indicador principal de como andam as inovações, tecnologia e pesquisas de um país, e no caso do Brasil este fato não é nada promissor comparados com países realmente desenvolvidos, portanto a qualidade dos nossos artigos científicos são ruins e fracassados, por que se tivessem forte teor teríamos boas patentes vinculadas a eles. Para rasgar o verbo: a maioria destes artigos não passa de verdadeiras “papagaisses”.
Para Schumpeter: inovação é a introdução de um novo produto ou mudança qualitativa em produto existente; inovação de processo que seja novidade para uma indústria; abertura de um novo mercado; desenvolvimento de novas fontes de suprimento de matéria-prima; mudanças na organização industrial.
E a grande parte dessas inovações e artigos científicos não gera patente aqui no brasil.
Onde estão as patentes da UTFPR? Quantas são? Qual o reconhecimento nacional e internacional delas? Quanto de receita, lucro elas trouxeram para o Brasil? Gerou rendas e empregos?
O dircurso, o qual não merece aplausos, não respondeu nada do que nos interessa. Sair-se-ia melhor se justificasse a impossibilidade de 30 horas nos convencendo que temos muito trabalho pela frente, que precisamos nos unir, que precisamos dos técnicos administrativos para reverter o péssimo ranking de inovações e patentes, pois quanto as "papagaisses" isto interessa somente e exclusivamente ao corpo docente.
Para concluir: se tiveram muita coragem e ímpeto para abrirem tantos novos cursos, novos mestrados, novos doutorados e tantas outras novidades então, por outro lado, lhes faltaram, com certeza, o planejamento e projeto correto, por que para movimentar todo este trabalho precisa de capital humano, e não qualquer capital humano, capital humano especializado, treinado e valorizado.
Leiam os artigos abaixo para a certificação sobre nossos ridículos e péssimos rankings.
Quero dizer que de tudo que o reitor disse, em nenhuma parte ele diz coisa alguma. Discurso sem objetividade da nisso. Vulgo "enrolação".
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